sexta-feira, 14 de março de 2008

A Tarde







Naquela tarde retirei tudo o que lembrava "ele".
Joguei fora meu antigo jogo de dama, que me dera de aniversário , o suéter de casimira, cartas, perfumes, livros, vestidos.
Quantos presentes de namoro a serem jogados na lata de lixo.
Essa nunca é uma tarefa dita como fácil, lágrimas caem,
a face torna-se vermelha, e não tem como disfarçar esse sentimentos.

Até que, no dia seguinte, uma doce (ou não) conclusão foi feita, a partir de meus rasos conhecimentos no ramo dos sentimentos.
Estes simples objetos sendo retirados de minha vida não fariam diferença alguma.
Nosso sentimento era algo muito além, talvez até cósmico.
Fomos unidos de forma tão intensa, nada mudaria isto.
Toda a noite antes de dormir, sentia as mãos dele tocando minha face, por mais que isto fosse mera imaginação.
Ainda mantenho guardado em mim os cheiros, sons, cores e forma.
Realmente é algo surreal, nada me faz esquecer ou simplesmente deixar de lado o que vivi, era muito mais forte que eu.

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