
O poeta é o motorista , a dona de casa , a mãe que amamenta o filho , a revolta do salário mal pago , o desenho pintado no quadro , as mãos calejadas do trabalhador , a despedida , a criança correndo no parquinho , a bala perdida que mata alguma pessoa querida , os menores abandonados.
O poeta não existe.
O poeta são as pequenas coisas , são as ações do cotidiano , são as dores que vivenciamos.
O poeta simplesmente escarra , espreme o pus da dor , transcreve a mágia que queria viver em vida.
Pois a literatura é a nossa arma , é a revolta que ocorre dentro de nos.

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