quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Doce Morbidez


II

No rosto, ela escondia tesouros inimagináveis, segredos e marcas de uma época que já havia encerrado o seu expediente. Todavia, ela sorria, participava do jogo sem compreender as regras, jogava as cartas do antigo baralho com os olhos vendados.

Doce morbidez.

Feliz na infelicidade criava planos equivalentes a um governo mal sucedido, o povo nunca se agradava com as suas propostas criadas, e a oposição fazia parte de tomar seu pequeno tesouro.

Mistura de veneno e mel.
Terra salgada do mar e açúcar.
Brisa suave e tufão.

O que viria ela a sentir?
Seria feliz assim então?
Quebrando ovos, sufocando o coração.


( Ato II da minha antologia poética. Ela está em andamento ainda , e não tem nome por enquanto! Terão 11 atos , dos quais representam a revolta do eu lírico diante de determinados temas que pairam em sua consciência. Porém , esses temas são representados de uma forma subjetiva , e obviamente o leitor terá diversas conclusões sobre qual seja o sentimento retratado.)


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