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O grito é abafado,
corta-se as cordas vocais,
invade sem permissão.
Olhos,
alma,
a pele que rolava sutilmente na grama :
apenas pedaços do que outrora pulsava.
Os restos do que era vida jazem no prato,
sujam os talheres,
e corrompem o coração.
Temperos mágicos:
alho,
cominho,
salsinha
A morte confunde-se com prazer,
grande contradição.
A vida é tomada pelos lábios.
*Esta é uma homenagem, a todos os animais que a cada segundo e a cada dia morrem nos corredores da morte (abatedouros). É uma crítica a dor e destruição que são causadas, aos sangues inocentes que são jorrados, o grito que não pode ser exaltado, pois até suas cordas vocais são puxadas. Então que as palavras gritem de uma só vez a dor, a injustiça e a crueldade. Sim, este é um poema contra a exploração animal que vemos a cada dia. Afinal, eles precisam, necessitam ser libertados.

2 comentários:
Concordo inteiramente com você. Os animais (não só os porcos, como na foto) não merecem esse tipo de tratamento. E parabéns por tudo o que você escreveu nesse blog, é bonito, inteligente, nos faz pensar na nossa própia vida.
Também curto quando algo nos faz pensar sobre a propia vida, é como se fosse um tapa na cara, pra nos acordarmos pra nossa realidade ao redor. Pois o sistema oprime, a escrita LIBERTA!
Obriga pela visita, volte sempre! =]
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