segunda-feira, 29 de dezembro de 2008






Tento transformar as palavras em máquina fotográfica,
ao ver teu semblante.

Descrever-te,
é essência da complexidade.
Tarefa pretensiosa.

Precisaria transcender
entrar em contato com outros universos
entender a maestria das pequenas coisas.

Teus olhos assemelham-se a pérola brilhando
No interior das conchas
Ora, brilham, de contento
Ora fecham-se, quando algum admirador se aproxima.

És assim
teu coração

Oco por dentro
Velado

A descrição de teu ser
torna-se impossível,
um mistério pra mim.

Nenhum comentário: