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Felicidade Incondicional

Naquela tarde sentei em um dos banquinhos de uma praça.
Ele pega um cigarro, traga, olha pro céu e joga a fumaça pra fora.
Torna a repetir o ato anterior e sorri. E de uma forma inexplicável, eu sabia que aquela não seria uma simples tarde de verão. Os gestos, expressões faciais, o modo como se aproximava, todos estes pequenos detalhes supérfluos indicavam a existência de algo bem maior. Não somente em mim, e sim em nos dois. Numa espécie de dança as escuras. Esse era o nosso jogo. Nunca foi um martírio admitir minhas falhas mediante meu amor reprimido. Creio não ser a pessoa certa para dialogar sobre tal sentimento. Porém, possuo um histórico extenso quanto à faculdade de amar. Sim, amar no sentido literal da palavra. Em vagos momentos, lamento admitir que o amor seja apenas um escape. Um grande enriquecedor de cineastas fajutos, criando em seus filmes um mundo surreal, transpassando nossos desejos sublimes para uma falsa realidade. Sim, nós mesmos criamos nossos contos de fadas, encantados por simples ações do cotidiano. E com todas estas observações, nesta humilde praça, concluo que na verdade procuramos uma cópia do nosso ser, crendo este ser o caminho para a felicidade incondicional.
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